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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Arqueiro Verde: Ano 1



Hora de voltar a falar de quadrinhos por aqui neste infame blog depois de um bom tempo! Finalmente depois de muito tempo procurando, achei a revista do Ano 1 do Arqueiro Verde pra ler. E é uma HQ muito foda! Eu considero o Arqueiro Verde como o Demolidor da DC. É aquele personagem que não chama tanta atenção como Batman ou Super-Homem mas que dificilmente tem histórias ruins. Autores como Kevin Smith, Dennis O'Neil, Judd Winick, Mike Grell, Chuck Dixon deixaram sua marca no título cada um com sua contribuição. Até mesmo a fase dos Novos 52 (que teve muita coisa ruim) apresentam boas histórias com o personagem. Arqueiro Verde: Ano 1 foi publicada por aqui na forma de um encadernado reunindo as 6 edições da minissérie escrita por Andy Diggle e com a arte de Jock.


 
 Nos EUA a história saiu originalmente em uma minissérie em 6 partes

Ano 1 é um título de peso na DC. Depois da Crise nas Infinitas Terras Frank Miller fez uma revista muito foda do Batman com este título reapresentando o Batman para novos leitores sem desprezar a origem do personagem. Outras revistas se seguiram com este título também apresentando boas histórias como Liga da Justiça: Ano 1 de Mark Waid, Brian Augustyn e Barry Kitson. Outros não levam o Ano 1 no título, mas possuem a mesma proposta de fazer a releitura das origens de personagens, como a Mulher-Maravilha do George Pérez, ou o Super-Homem do John Byrne. Este Ano 1 não deve em nada a nenhuma destas histórias apresentando em grande estilo a origem do Arqueiro Verde.

Arqueiro Verde: Ano 1 é uma história de sobrevivência


Você já conhece a origem do Homem-de-Ferro? Ou do Punho-de-Ferro? Doutor Estranho? Ou mesmo o Batman? A história de origem do Arqueiro Verde não é muito diferente com o Playboy rico que desaparece e depois retorna com novos valores humanos depois de uma grande mudança em sua vida. Claro que estou sendo bem genérico pois o que diferencia todas estas histórias é a forma como elas são contadas. E a história do Arqueiro Verde tem mais em comum com o mítico Robin Hood do que qualquer outro destes personagens. Robin Hood sempre está presente nesta história de alguma forma. Seja na essência do personagem os nas referências, como a mais direta onde Oliver Queen compra o Arco e Flecha usado por Howard Hill na série de TV do personagem inglês.

Robin Hood?


A história é pé no chão e apresenta bem a transformação de Oliver Queen de milionário aventureiro sem rumo na vida para um herói com o objetivo de fazer mais pelos desfavorecidos. O roteiro pega o que há de melhor de outras fases do personagem e apresenta tudo em uma história única sem perder a identidade. É muito legal ver todo o processo de Oliver Queen para se sentir e se manter vivo ao longo da história. Os personagens secundários cumprem bem a sua função e nenhum deles soa como se estivesse fora daquela realidade ou não tivesse importância. O roteiro é bem dinâmico de uma forma que se você lesse aleatoriamente qualquer uma das edições ele iria prender bastante a sua atenção seja pela ação, seja pela interação com outros personagens ou pela forma como Oliver Queen é apresentado nesta história. O ato em final em particular me lembrou uma história muito boa do Novo Lobo Solitário de Kazuo Koike, Hideki Mori e Goseki Kojima. E não é qualquer HQ de Super-heroi que dá pra comparar com este trabalho hoje em dia.


As cores vão direto ao alvo


A arte de Jock é um espetáculo à parte seja pelas capas ou pela narrativa cinematográfica da história. A revista podia até não ter as belas cores de David Baron (que fez um trabalho melhor na história utilizando as cores para passar sensações atmosféricas e emocionais pontuando o Verde no lugar do Vermelho para cenas de impacto por exemplo) que ainda assim ia ser um belo trabalho artístico devido à Arte-Final bem definida de Jock. As cenas de ação do Jock são lindas desde um simples soco em um barco até as explosões. Acho que é um bom começo pra quem conhece a série de TV Arrow mas nunca chegou a ler os quadrinhos. No meu caso, vou fazer o inverso já que só agora vou estar com tempo para ver a série de TV.



Hora de divertir com a série de TV do Arqueiro Verde

Arqueiro Verde: Ano 1

Publicada originalmente em Green Arrow: Year One 1 a 6 (2007) nos EUA e no Brasil na forma de um encadernado reunindo a minissérie completa(2009)

Roteiro: Andy Diggle
Arte: Jock
Cores: David Baron

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Universo DC: Renascimento



Depois de um bom tempo sem acompanhar as revistas de linha da DC (obrigado Novos 52), resolvi voltar a acompanhar algo para ter noção do que anda acontecendo no Universo DC. Como sabem depois de Crise nas Infinitas Terras o Universo DC teve uma certa estabilidade com as megassagas envolvendo todo o seu universo. No entanto nas últimas duas décadas a DC passou a ter megassaga atrás de megassaga em um evento atrás do outro. Bem ou mal ainda dava pra acompanhar, no entanto surgiu o último Reboot chamado de Os Novos 52. E o Flash escrito pelo Geoff Johns foi o "Ponto de Ignição" para isso. Mas na prática, tudo foi decidido por canetas de executivos na busca do aumento das vendas dos quadrinhos da DC.

Bem-vindos de volta aos anos 90!

Na época, a presidente da DC Entertenaiment Diane Nelson foi quem deu a aprovação para que os Novos 52 surgissem e, sete anos depois, é ela quem faz a apresentação de Universo DC: Renascimento, onde celebra o êxito de histórias dos Novos 52 ao mesmo tempo que diz que o Renascimento é algo que nunca foi feito nestes sete anos. Ela elogia bastante Geoff Johns e a equipe criativa envolvida com o Renascimento da DC. Cada capítulo fala um pouco do Universo DC perdeu com os Novos 52 (além dos leitores).

Lembram deles?

O primeiro capítulo "Perdido" apresenta um personagem querido para quem acompanhou o Universo DC e que sumiu com os Novos 52: Wally West. O melhor Flash de todos! Ele é reapresentado para novos leitores, mantendo tudo o que sabemos dele antes do "Ponto de Ignição", onde ele era o Kid Flash, depois o Flash, que ele tinha uma família e de que o Flash Barry Alen alterou tudo com o Ponto de Ignição. vemos também que uma entidade misteriosa (provavelmente os executivos da DC/Warner) roubaram 10 anos de vida dos personagens ao apresentar estes jovens heróis dos Novos 52. A trama também joga outros elementos que provavelmente serão desenvolvidos em histórias futuras ao longo do Renascimento como o mistério das identidades dos 3 coringas. A propósito, eu lembro de uma história do Batman em que o Coringa descobre quem matou a sua família na história "A Piada Mortal". Como um dos três é esta versão, talvez isto seja explorado. Eu pensei que a personagem Pandora seria o botão de Reboot dos Novos 52 mas pelo visto esta idéia foi deletada da existência.

Convergencia, mesmo sendo uma saga muito mal executada, mostrou que todas as histórias da DC continuam valendo 
mas não trouxe ninguém de volta (peraí... Trouxe só o Superman para substituir o dos Novos 52 que morreu)

A grande Questão é: Por que não trouxeram logo de uma vez personagens perdidos como 
Questão (Renee Montoya), Wally West ou o Superman Pré-Ponto de Ignição?

O segundo capítulo "Legado" lembra aos leitores que antes dos Novos 52 o Universo DC tinha toda uma história de Legado entre os heróis. O maior exemplo do legado é a Legião dos Super-Heróis inspirados pelo Superman representada na história pela figura amiga que vê o futuro. Outro exemplo é o próprio Barry Allen, mostrado no capítulo anterior, que começou como Kid Flash, assumiu o uniforme de Flash e que por sua vez preparava os filhos para seguirem com o legado dele. Novos Titãs também tiveram seu legado apagado com os heróis da formação mais conhecida dispersos pelos grupos dos Novos 52, ou sem se terem conhecido anteriormente, sem terem nunca agido como titãs, ou mesmo sequer existiram. O ponto principal da trama é que novos legados estão se formando no Universo dos Novos 52 (e talvez outros voltem).


Eles nunca atuaram juntos como titãs nos Novos 52

A Batfamília antes dos Novos 52 (e ainda tem todos os Batmen de Corporação Batman) depois do Reboot, 
toda esta galera se juntou em um curto período de tempo com várias mudanças (como a Bárbara Gordon voltar a andar)

A Legião dos Super-Heróis surgiu graças ao Superboy (não este Superboy)

O terceiro capítulo "Amor" mostra Wally tentando se ancorar a esta realidade através de sua amada Linda. Mas o universo dos Novos 52 matou boa parte dos casamentos que existiam como o do Arqueiro Verde e Canário Negro (que história mostra bem que eles mal se conhecem nesta realidade e no entanto...) e novos relacionamentos não puderam ir adiante já que a regra é de que nenhum herói pode casar nesta realidade. Na história tudo fica sugerindo que foi o Dr. Manhattan o responsável por todas estas mudanças, mas sabemos que na real foram as mudanças editoriais da DC que fizeram tudo isso. Tanto é que a equipe criativa de Batwoman saiu porque não concordava com a idéia de que a heroína não poderia casar. Mas este capítulo mostra um indício de exceções à regra...

Todos os casamentos foram desfeitos e nada de novos casamentos nos Novos 52

O Último capítulo "Vida" literalmente puxa de volta Wally West e faz com que ele renasça. É o mesmo herói que conhecemos, no entanto, quando ele foi puxado sua linha cronológica se alterou ajustando-se aos Novos 52. O efeito colateral disso é os titãs terem existido e, junto com outras mudanças, um novo universo se formou mesclando as duas realidades. várias pistas foram deixadas ao longo da história mostrando que ajustes devem ser feitos e que o Universo de Watchmen oficialmente irão colidir em algum momento. E claro, da mesma forma que muita gente se irritou com os Novos 52, vai ter muita gente se irritando bastante com este vindouro Crossover anunciado.

 Fim das megassagas da DC? Parar de usar Watchmen e devolver os direitos para Alan Moore? "Nada Termina"

 
No universo de Watchmen não tem Batman porque o Coruja salvou a família de Bruce Wayne

Em resumo: Renascimento mantém o que funcionou dos Novos 52 e traz de volta o que funcionou no universo pré-Novos 52 mesclando os dois em um novo universo. Além disso, no embalo, prepara terreno para um futuro crossover com o universo de Watchmen criado por Alan Moore e Dave Gibbons (com o Dr. Manhatan como personagem responsável por isso). Acredito que daqui pra lá os ajustes serão feitos e com o fim do Crossover todo o universo DC terá renascido de vez (ou então lá vem mais uma megassaga). Eu fiquei emocionado com o retorno de Wally West e do que a história quer dizer em si. Gostei da história ser autocontida em uma edição especial sem precisar acompanhar trocentas revistas para poder entender. E a seleção de artistas para a arte da edição foi muito bem escolhida com nomes como Ivan Reis, Phil Jimenez e Gary Frank. Agora, se vou voltar a acompanhar este universo renascido? Vou acompanhar apenas o que me interessar (provavelmente o que me remeter ao universo pré-Novos 52, o que tiver uma boa equipe criativa e o que fizer esta ponte com Watchmen). Os Novos 52 foi o fim do Universo DC pra mim, mas "Nada, chega ao fim Adrian".

A contagem regressiva começou!

Universo DC: Renascimento

Publicada originalmente em DC Universe Rebirth (2016) nos EUA e no Brasil pela Panini em 2017

Ano: 2017
Editora: Panini Comics

Capítulo 1: Perdido

Roteiro: Geoff Johns
Arte: Gary Frank e Ethan Van Sciver
Cores: Brad Anderson e Jason Wright

Capítulo 2: Legado

Roteiro: Geoff Johns
Arte: Gary Frank
Cores: Brad Anderson
Capítulo 3: Amor

Roteiro: Geoff Johns
Arte: Ivan Reis
Arte-Final: Joe Prado e Ivan Reis
Cores: Hi-Fi

Capítulo 4: Vida

Roteiro: Geoff Johns
Arte: Phil Jimenez e Gary Frank
Cores: Gabe Eltab e Brad Anderson
Epílogo

Roteiro: Geoff Johns
Arte: Gary Frank e Ivan Reis
Cores: Brad Anderson e Hi-Fi

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Universo DC nos Cinemas


Durante um bom tempo a DC reinou em absoluto nos cinemas com filmes de heróis inspiradores, mas hoje eles são apenas sombras daquilo que um dia já foram em filmes fracos. O grande vôo veio com Superman (1978) dirigido por, com Cristopher Reeve fazendo acreditar que o homem pode voar. E o Batman (1989) dirigido por Tim Burton, com Michael Keaton representado o personagem de uma forma bem sombria (e que foi a maior influência para a animação de sucesso nos anos 90) quebrando o estigma humorístico da série de TV dos anos 60. Claro que rolaram outros filmes antes destes como o do Superman de George Reeves e o Batman de Adam West e também de outros heróis como o da Supergirl (1984) e do Mônstro do Pântano (1982) mas, nenhum deles teve o mesmo impacto no cinema e cultura Pop que estes filmes do Batman e do Superman. Reparem que até então, a Warner investia pesado no cinema apenas nestes dois personagens, de um rico universo construído nos quadrinhos. Os outros heróis como o Flash, corriam por fora...

A Luz e as Trevas do universo DC nos Cinemas

Lembrando que o Universo DC é bem maior!

Com Christopher Reeve em uma cadeira de rodas, sem ninguém à altura para substituí-lo nos cinemas (mesmo antes disso a franquia não estava indo bem), e com o Batman sendo mais alegre nos filmes do Schumacher, os filmes de herói da DC foram sepultados por um bom tempo. O mais próximo do Superman foi o filme Steel e só era possível ver uma adaptação do Batman legal nas animações. Corria nos bastidores da Warner que aconteceria um crossover entre os personagens no cinema, mas isso não ocorreu. Bem que tentaram trazer o Superman de volta com o projeto Superman Lives, mas acabou não dando certo. Os relatos de Kevin Smith sobre os bastidores do filme (e que explica muita coisa sobre a Warner) são um show à parte. E enquanto isso a Marvel firmou seus heróis no cinema com Blade (1998), X-Men (2000) e Homem-Aranha (2002).

Perdemos a chance de ver este grande filme com o Nicolas Cage

Kevin Smith falando sobre Superman Lives- Parte 1

Kevin Smith falando sobre Superman Lives- Parte 2

Até o momento, este é o filme oficial da liga!

Também circulavam nos bastidores um novo filme do Batman. O filme acabou sendo realizado pelo Cristopher Nolan ,que teve a iniciativa de apresentar sua visão autoral do Batman para Warner. O filme Batman Begins (2005) obteve um bom retorno e o Batman atingiu o seu ápice com o Cavaleiro das Trevas (2008). O oscar póstumo do Coringa do Ledger elevou o patamar das premiações de filmes de heróis, antes limitados a prêmios técnicos. Não que o Ledger tenha sido o primeiro ator indicado ao Oscar com um filme de herói dos quadrinhos (Al Pacino já tinha conseguido isto nos anos 90 interpretando o "Big Boy" do filme Dick Tracy), mas ele foi o primeiro a ganhar. Sem falar que o Cavaleiro das Trevas do Nolan é algo tão bom que nem a sequência The Dark Knight Rises (2012) conseguiu superar o filme anterior em termos de qualidade (mas fechou bem a trilogia de uma boa forma, pondo um fim na história do Batman/Bruce Wayne). A DC tentou colocar outros heróis no cinema sem ligação com o a trilogia do Nolan com Superman Returns (2006) e Lanterna Verde (2011), mas não obtiveram sucesso. Em paralelo, a Marvel criou o Marvel Studios apresentou sua primeira fase com Homem-de-Ferro (2008), O Incrível Hulk (2008), Homem-de-Ferro 2 (2010), Capitão América: O Primeiro Vingador (2011) culminando no estrondoso sucesso do filme dos Vingadores (2012). Isto tudo fora o sucesso de seus heróis como Blade, X-Men e Homem-Aranha nas mãos de outros estúdios. São muitos dinheiros!

The Dark Knight é um filme foda! Ele não funcionaria, se por exemplo, o Harvey Dent não fosse bem interpretado

 A Warner iniciou com o Homem de Aço (2013) uma nova fase da DC nos cinemas seguido por mais dois filmes Batman V Superman: Dawn of Justice (2016) e Esquadrão Suicida (2016). Os três filmes juntos custaram US$650 milhões e se pagaram, mas o lucro obtido não foi o esperado (ainda mais depois dos lucros obtidos com o Universo Cinematográfico da Marvel). E a recepção da crítica e do público não foi muito positiva. Nenhuma das três bilheterias chegam perto do lucro que a trilogia dos filmes Batman, dirigidos por Christopher Nolan trouxe para os cofres da Warner. Só o Cavaleiro das Trevas, por exemplo, foi o primeiro filme de herói a ultrapassar a casa do Bilhão! Eu disse Bilhão!

O verdadeiro herói que inspira as pessoas em o Homem de Aço

A Trindark de heróis da DC

O que acontece é que depois da Trilogia do Nolan, os outros heróis da DC estão tendo uma abordagem sombria e pé no chão como se fossem todos filmes do Batman (mesmo ele tinha suas liberdades criativas). Tanto é que na sequência do filme do Superman, incluíram o Batman (anunciado na Comic-Con e inspirado no Cavaleiro das Trevas de Frank Miller) e depois mudaram tudo e colocaram a Mulher-Maravilha além de outros heróis como o Flash fazendo uma ponta, pra acelerar o processo de um filme da Liga da Justiça. E o Marketing do Esquadrão Suicida foi centrado na Arlequina e no Coringa (com um Hype muito grande no Jared Leto depois da interpretação do Heath Ledger). Sem falar que, a maioria dos vilões é da galeria de vilões do Batman, que faz uma ponta no filme. É o universo DC nos cinemas vivendo na sombra do Batman. É aquela coisa, quando finalmente colocam um pouco de luz e diversão fazem isso no filme do Esquadrão Suicida... As coisas finalmente parecem que vão mudar com o filme da Mulher-Maravilha, que não teve nada de Batman nele (até agora).

Um pouco mais de Luz no Universo DC dos cinemas!


Na TV aconteceu o contrário dos filmes desta fase do Nolan, com o universo DC sendo integrado e expandido tanto nas animações como nas séries. As conexões entre os heróis da DC aconteciam organicamente na animação sem a obrigação de ter uma história de origem. Mesmo os personagens menos conhecidos como o Questão, eram bem apresentados em poucos minutos de desenho. Mesmo o desenho dos Jovens Titãs em Ação que é voltado para zoeira leva em consideração os outros personagens e desenhos realizados usando metalinguagem. A série do Arqueiro, que era pra ser uma série do Batman que não foi aprovada por causa dos filmes do Nolan obteve êxito. E quando surgiu o Flash a coisa ampliou e ficou com mais cara de quadrinhos com o Flash enfrentando Gorila, viajando no tempo e indo para outras terras. Também veio no embalo a Supergirl, Constantine e outros personagens pra fazer uma ponta. Tudo integrado, divertido, e sem  descaracterizar os personagens. E com o sinal verde liberado com o sucesso das séries, tem até Superman!

 A Liga que vale

 
 O Flash de duas Terras

 
 A Corrida do Século...

 E tem até referência a Crise nas Infinitas Terras! Tudo isso nas séries de TV!

 Como fã do Universo DC (uma criança que tem como primeiro quadrinho Crise nas Infinitas terras ou ama ou odeia este universo), eu fico torcendo para uma melhora dos filmes no cinema. E nos quadrinhos também! Porque desde os Novos 52, no qual a formação do filme da liga é inspirada, que estou esperando por mais coisas legais pra ler. Pra mim, os filmes definitivos do Batman e do Superman já foram feitos e o que está vindo agora é puro entretenimento. O filme do Homem-de-Aço finalmente teve cenas de ação fodas com o Superman. O Filme do Batman V Superman me permitiu ver finalmente os dois se batendo no cinema. E o filme do Esquadrão Suicida... Porra! Fizeram finalmente um filme com o Esquadrão Suicida! Os três filmes tem suas falhas (muitas falhas) mas estão fazendo dinheiro suficiente para seguir com os planos de mais filmes de heróis da DC. E isso é bom porque pode dar merda e eles acabarem fazendo filmes fodas! Mas precisam correr contra o tempo. São tantas possibilidades: um filme zoeira com Lobo, um sitcom com a liga engraçadinha, um Road Movie com o Arqueiro e Lanterna Verde, filmes Noir com os policiais de Gotham, Terra 2, Injustice... Se perderem a corrida, podem tentar um novo começo zerando o universo com o Flash ou uma Crise bem diferente da Crise Criativa que a Warner e a DC estão tendo.

 
 Fale o que quiser do filme, mas ver isto nos cinemas foi legal!

 Corre Flash! Correeeee!!! Altera a realidade dos 3 primeiros filmes!!!

No calendário estão: Mulher-Maravilha em Junho de 2017 (acredito que o filme vai ser foda porque a diretora é fodona!); Liga da Justiça- Parte 1 em Novembro de 2017 (ainda acho que o da Mulher-Maravilha vai ser melhor); The Flash em 2018; Aquaman em 2018; Shazam em 2019; Liga da Justiça- Parte 2 em 2019; Cyborg em 2020 e Tropa dos Lanternas Verdes em 2020. Fora os boatos de um filme do Batman,Superman,Gotham Sirens, Liga da Justiça Dark e de até um filme com o Adão Negro. Pelo que vemos nos trailers da Mulher-Maravilha e da Liga da Justiça. Finalmente tem mais identidade nos personagens, mais humor e um pouco mais de Universo DC. Até agora, o filme do Esquadrão Suicida, por pior que seja, é o que chegou mais fiel na caracterização de personagens da DC. O filme do Homem de Aço é o que tem o melhor roteiro. principalmente por conta dos Kryptonianos. E a luta do Batman V Superman foi legal. Zack Snyder sabe caracterizar bem o visual dos personagens com uma boa cena de ação, mas na hora de dirigir como um todo, é como um Superman descontrolado destruindo tudo o que tem pela frente. Tem muita idéia legal nos filmes da DC mas está faltando uma boa execução. Vamos ver o que acontece...

 Teremos um futuro iluminado para os filmes com os heróis da DC?
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