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quinta-feira, 21 de março de 2013

Portal GHQ- Vídeos da Inauguração do Quadrinhos Estúdio de Desenho



Deixo por aqui o registro audiovisual feito pela amiga/artista Milena Azevedo da Mesa-Redonda que aconteceu durante a Inauguração do Quadrinhos Estúdio de Desenho e convido aos leitores deste infame blog a fazerem uma visita ao Portal GHQ neste endereço eletrônico: http://ghq.com.br/.

Mesa-Redonda de Inauguração do Quadrinhos- Parte 1

Aqui Jack Herbert fala sobre seu início nos quadrinhos e em quais títulos já trabalhou.


Mesa-Redonda de Inauguração do Quadrinhos- Parte 2

Jack Herbert fala sobre trabalhar em editoras menores e como Alex Ross o chamou para fazer Kirby: Genesis.


Mesa-Redonda de Inauguração do Quadrinhos- Parte 3

Jack Herbert explica rapidamente como foi trabalhar com Alex Ross (que apitava mais do que o próprio editor).


Mesa-Redonda de Inauguração do Quadrinhos- Parte 4

Wendell Cavalcanti conta como começou a trabalhar para o mercado norte-americano e como é o processo de envio das páginas.


Mesa-Redonda de Inauguração do Quadrinhos- Parte 5

Geraldo Borges fala sobre o papel do agente na relação entre os artistas e as editoras.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Portal GHQ- (Quadrinhando) Café Literário: Quadrinhos



Deixo por aqui o registro do Café Literário: Quadrinhos realizado pela amiga/artista Milena Azevedo e convido aos leitores deste infame blog a fazerem uma visita ao Portal GHQ neste endereço eletrônico: http://ghq.com.br/.


A Nobel Salgado Filho, em Natal, é uma livraria diferenciada.

Fruto da gestão do casal Aluísio e Kátia Azevedo, empreendedores que, como poucos em solo potiguar, valorizam e apoiam de coração a arte local, abraçando escritores, poetas, cordelistas, quadrinistas e artistas plásticos.

Não bastasse isso, a Nobel também será a sede do estúdio e escola de desenho Quadrinhos, de Geraldo Borges, que promete agitar ainda mais o local ao trazer artistas de renome internacional para ministrar workshops e palestras por lá.

Na terça-feira passada, dia 12 de março, a Nobel ousou mais uma vez ao promover um café literário especial sobre quadrinhos, evento inédito na Província.

Joseniz Guimarães conduziu a mesa, composta por Beto Potyguara, Marcos Guerra e Rodrigo Brum.

Cada artista convidado falou para uma plateia atenta (que lotou a sala) sobre o início de seus trabalhos, suas referências, o sucesso que vem alcançando em diversas partes do Brasil e os projetos vindouros.

Abrindo a mesa, Beto Potyguara anunciou que fora convidado para compor a equipe de assessoria educacional da CODESE, órgão da Secretaria Estadual de Educação, cuja meta é desenvolver novas estratégias de ensino na rede pública, e que pretende dar continuidade aos projetos de inserção da arte sequêncial nas salas de aula.

Outra boa notícia foi comunicada por Marcos Guerra, que além das publicações virtuais e impressas da K-ótica, irá inaugurar o selo Escribas ao Quadrado, dos Jovens Escribas, que passará a publicar histórias em quadrinhos e graphic novels.

E Brum, chargista da Tribuna do Norte, trouxe vários exemplares do jornal Expresso, do Rio de Janeiro, no qual são publicadas diariamente as suas tirinhas do Menino da Laje 8. Ele reforçou que aceitou o convite por tratar-se de um trabalho bacana, voltado para as classes C, D e E, cujo protagonista é um menino da favela. Vale dizer que Brum está participando da exposição dos 50 anos do Sansão, organizada pela Mauricio de Sousa Produções, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Em se tratando dos trabalhos em andamento, Beto Potyguara disse estar produzindo as continuações de Carcará e de Os Notáveis (a liga extraordinária brasileira), bem como prepara uma exposição de cartazes autorais; Guerra está focado em uma trilogia de ficção científica, chamada Io, e a primeira parte terá como subtítulo A descoberta; já Brum quer publicar coletâneas de suas tiras e iniciar uma série de miniHQs, tomando como ponto de partida O salva-vidas, projeto feito em parceria com Milena Azevedo (esta que vos escreve).

O público fez intervenções ao longo das falas dos convidados, gerando uma agradável integração, e o clima descontraído imperou até a conclusão das atividades.

Antes do encerramento, o Professor do Departamento de Artes da UFRN, Marcos Andruchak, comunicou que o EDUCARTE, evento promovido pela arte-educadora Laura Branco e pelo designer Rubens Junior, em 2012, na Nobel, a partir de sua segunda edição já entrará para o calendário de atividades da UFRN, contando assim com mais suporte e verba.

Beto Potyguara destacou a importância de se fazer ao longo do ano, na cidade, diversos pequenos eventos relacionados à arte sequencial, tomando a FLiQ (Feira de Livros e Quadrinhos de Natal) como o evento-chave, e mantendo constante a participação dos quadrinistas potiguares em eventos nacionais, como o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte).

Para finalizar o café literário quadrinhos, todos os convidados (junto com a plateia) agradeceram à Kátia Azevedo pelo espaço e por fazer da Nobel Salgado Filho a verdadeira casa do artista potiguar.

GALERIA DE FOTOS








 


 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Portal GHQ- (FLiQ 2012) Vídeos da FLiQ 2012


Deixo por aqui o registro audiovisual da 2° Edição da FLiQ feito pela amiga/artista Milena Azevedo e convido aos leitores deste infame blog a fazerem uma visita ao Portal GHQ neste endereço eletrônico: http://ghq.com.br/.

Sidney Gusman na FLiQ

Sidney Gusman fala sobre alguns produtos e livros com a marca Turma da Mônica.


Sidney Gusman na FLiQ- 2

Sidney Gusman fala sobre a proposta do primeiro MSP 50.


Williandi e MSP+50- FLiQ

Williandi Albuquerque relembra como foi o convite para participar do MSP+50.


Márcio Coelho e Novos50- FLiQ

Márcio Coelho explica a história que Sidney queria que ele fizesse no MSP Novos 50.


Sidney Gusman na FLiQ-3

Como foi criado o Ouro da Casa?, o Sidney Gusman conta aqui.


Moacy Cirne na FLiQ

Prof. Moacy Cirne relembra seus primeiros quadrinhos.


Moacy Cirne na FLiQ- 2

Prof. Moacy Cirne fala sobre seu início na Editora Vozes.


sábado, 27 de outubro de 2012

Portal GHQ- (FLiQ 2012) A FLiQ é pop



Deixo por aqui a o registro da 2° edição da FLiQ realizado pela amiga/artista Milena Azevedo e convido aos leitores deste infame blog a fazerem uma visita ao Portal GHQ neste endereço eletrônico: http://ghq.com.br/.


É uma ousadia misturar filosofia, música, cosplay, boardgames, cordel, literatura, charges e histórias em quadrinhos em um único evento?

Públicos distintos abraçaram com gosto a segunda edição da FLiQ – Feira de Livros e Quadrinhos de Natal, que aconteceu entre os dias 23 e 26 de outubro de 2012, mostrando que a ousadia de Rilder Medeiros e Osni Damásio não é utópica, e sim necessária para uma cidade tão carente de eventos culturais como a “Noiva do Sol” o é.

Com mais de 50 horas de programação gratuita, a FLiQ proporcionou oficinas de cordel, criação de personagem, roteiro, desenho e arte-final, aulas-demonstrações, bate-papos, palestras e mesas-redondas acaloradas, além de sessões de autógrafo e sketches, promovendo uma quebra de barreiras entre o público e os artistas.

Essa edição teve Moacy Cirne como homenageado, e convidados de peso, como Sidney Gusman, Gustavo Duarte, Flávio Luiz, Humberto Gessinger, Marcia Tiburi, Xico Sá e Maurício Ricardo.

A novidade desse ano ficou por conta de um mural, no qual todos os participantes poderiam desenhar ou escrever o que quisessem. As folhas com texto e desenho ficaram expostas durante os quatro dias do evento. Em breve os trinta melhores trabalhos estarão expostos no site oficial da FLiQ.


No primeiro dia, o auditório ficou praticamente lotado para ver o simpático Sidney Gusman falar sobre os diversos projetos da Mauricio de Sousa Produções (que vão desde livros para bebês até cartazes para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), enfocando os artistas locais Williandi e Márcio Coelho, convidados por ele para compor os álbuns MSP +50 e MSP Novos 50, respectivamente. Eles relataram como foi o processo de criação dos roteiros de ambas as HQs, e Márcio revelou que a primeira ideia dele era fazer uma história do Astronauta, mostrando os diversos esboços que havia preparado, até que o Sidney sugeriu que ele fizesse uma história com a Turma da Mata, explorando cultura indígena e ecologia, como ele havia feito em uma das edições da revista Maturi.


Antes, foi proferida uma palestra sobre jogos de tabuleiro literários, com o boardgamer e colecionador Tendson Artur, que levou ao palco alguns dos jogos de sua coleção (que já passa dos duzentos títulos) e encantou o público com a beleza e inteligência de jogos baseados nas Mil e Uma Noites, O nome da rosa, Os Pilares da Terra, O Senhor dos Aneis e Game of Thrones. E eu também pude mostrar ao público o meu projeto Visualizando Citações, contando com as participações de Brum e Wanderline Freitas, integrantes da maravilhosa equipe do VC.

No campo da literatura, o jornalista Vicente Serejo bateu um papo com o escritor Lira Neto sobre a escrita de biografias, destacando a vida de Getúlio Vargas, seu mais novo biografado. E o publicitário e escritor potiguar Patrício Junior conduziu uma conversa animada com o escritor Marcelino Freire.

Ainda na segunda, Rilder Medeiros, organizador Geral da FLiQ, anunciou o 1° Prêmio Petrobras de Histórias em Quadrinhos, que receberá inscrições até o dia 19 de fevereiro de 2013, contemplando estudantes do ensino fundamental, médio e universitário, de todas as instituições de ensino público e privado do Rio Grande do Norte.


O segundo dia da FLiQ foi de tietagem geral. No início da tarde, fãs natalenses e vindos do interior do estado, como Russiano Paulino, de São Rafael, já começavam a chegar para esperar Humberto Gessinger, vocalista e letrista dos Engenheiros do Hawaii, também autor de quatro livros. Logo as senhas para autógrafos do Gessinger passaram a ser disputadas quase à tapa.

Da mesma forma, a tietagem esteve presente no bate-papo que tive com o Sidney Gusman sobre o mercado de quadrinhos no Brasil, a criação do Universo HQ, sua experiência de escrever um roteiro profissionalmente para O Ouro da Casa, e os causos de colecionador, com ele contando como foi a acirrada disputa pela edição do Homem Borracha, de Jack Cole (publicado pela Ebal nos anos 1970), entre ele e Rodrigo Arco e Flecha. Aproveitei o momento e apresentei a Sidney alguns de meus tesouros da Turma da Mônica: o álbum de figurinhas A História da Turma da Mônica, lançado pela Rio Gráfica em 1986, e o especial As Melhores Piadas de Roque Sambeiro (aí ele me fala: “você não viu que o Mauricio fez chamada, pedindo a quem tivesse essa edição pra enviar à MSP, pois nossos estoques estão baixos?”).

Logo em seguida ocorreu a mesa sobre a publicação independente, com Henrique Magalhães, Flávio Luiz e os membros da K-ótica: Marcos Guerra, Leander Moura e Renato de Medeiros.


Para completar, a mesa-redonda em homenagem ao Professor Moacy Cirne, composta por Sidney Gusman, Henrique Magalhães (que segurou durante todo o momento o livro A explosão criativa dos quadrinhos) e José Veríssimo, teve um relato bem-humorado desde quando Cirne começou a ler quadrinhos até sua chegada ao Rio e a produção dos primeiros textos analisando quadrinhos e cinema.

A serenidade desse dia ficou por conta do protesto contra o descaso da Fundação José Augusto ao Prêmio Moacy Cirne de Quadrinhos, cujo resultado saiu há quatro anos, mas nenhum artista recebeu seus respectivos prêmios.

Na quinta-feira houve a mistura de quadrinhos, cordel e literatura. A entrega do VI Prêmio Cosern Literatura de Cordel agitou o pavilhão da FLiQ, com os vencedores – a maioria da cidade de Mossoró – orgulhosos de suas conquistas. A literatura jocosa de Xico Sá foi posta em evidência num bate-papo com o publicitário e escritor Carlos Fialho (que “entupiu” o auditório), e a literatura infantil foi tema da mesa-redonda que reuniu José de Castro e Lara Piau.


No tocante aos quadrinhos, a mesa Não perca a piada: fazendo quadrinhos de humor, com Flávio Luiz e Gustavo Duarte, mediada pelo desenhista e chargista Brum, foi simplesmente magnífica (com direito a elogio público de Gustavo a Brum, em suas palavras “um dos melhores mediadores que tive em eventos”). Flávio Luiz fez várias revelações: explicou por que trocou Salvador por São Paulo, que o álbum Aú, o capoeirista não foi publicado pela Lei de Cultura da Bahia porque ele se recusou a inserir ACM Neto como personagem (depois o álbum acabou saindo via Lei Rouanet), e ainda por que ele alterou as ilustrações na bandana de Bel (vocalista do Chiclete com Banana). E Gustavo, ainda chateado – com razão – sobre a questão do “remanejamento” do jornal esportivo LANCE!, no qual ele fazia charges diárias há 12 anos, provocou: “os jornalistas estão acabando com o jornalismo”.

À noite dividiram lançamentos (ambos da Cia. das Letras) Gustavo Duarte, com Monstros!, e Xico Sá, com Big Jato; e ainda Flávio Luiz autografava seus álbuns Aú, o capoeirista e O Cabra, além de posters diversos e HQs mais antigas, como Jayne Mastodonte e as tiras do Rota 66.


O último dia do evento teve discussão sobre Luiz Gonzaga, palestra sobre literatura e filosofia, concurso de cosplay e a aguardada mesa sobre charges. Os momentos altos ficaram por conta da Marcia Tiburi, que provocou a plateia logo de cara, espantada com o excesso de veículos automotores em Natal (“isso é culpa do IPI reduzido”, comentou), depois relembrou seu amor pelo estudo da filosofia ainda no início da adolescência, a escrita de seus livros de filosofia e os romances, confessando que um dia quer fazer uma história em quadrinhos (mídia que adora), mas por enquanto só esboçou um texto ilustrado em Filosofia Brincante. Ela insistiu que a saída para a depressão e outros males modernos do espírito é a escrita, e que pretende criar uma espécie de seita do silêncio, pois hoje os únicos locais em que o silêncio é encontrado são as igrejas e as bibliotecas (e olhe lá).


A mesa que fechou a segunda edição da FLiQ contou com a presença do popular Maurício Ricardo, e dos chargistas Ivan Cabral e Brum, e foi polêmica. Começou com a discordância do Maurício Ricardo com a proposta mais didática trazida por Ivan Cabral. Superado o impasse inicial, a fala de todos foi bem descontraída, até abrir para as perguntas da plateia. Um rapaz, para quem charge não era arte, pois ele não a comparava com o Grito ou a Monalisa, insistia em dizer que Maurício Ricardo fazia charge para os analfabetos funcionais, pois ao colocar “legendas” em suas charges, matava o sentido das mesmas. Maurício respondeu à altura, dizendo que de forma alguma explica suas piadas, apenas deixa um link para que o leitor se situe no contexto das mesmas: “meu público é grande e diversificado, então quem não souber o que é CPI ou Mensalão, clica na legenda e terá a notícia a seu dispor”.

A FLiQ não tem vergonha em ser pop. E esse ano os stands comprovaram isso. Estavam lá livrarias, editoras, sebos, cordel, cosplay, quadrinistas, boardgames, assinaturas da Panini, mas também a escola de animação Gracom e as camisetas Red Bug. O stand da Gracom, diga-se de passagem, foi o mais visitado e fotografado, pois eles deixaram em exposição uma estátua em tamanho real do Wolverine, bem como bustos de Rambo e Pelé, que todos queriam “levar pra casa” como recordação.

A organização ficou deveras feliz com o retorno positivo do público, e até está pensando em fazer algumas alterações para a próxima edição, haja vista a intensa solicitação para que o evento se estenda até o sábado.

GALERIA


 

 

 



 









 

 














 

 

 

 

 

 

 

 

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