Apresento por aqui um pequeno preview de Universo Zero a mais nova publicação do Quadro 9 (vem coisa boa por aí):
Apresento por aqui um pequeno preview de Universo Zero a mais nova publicação do Quadro 9 (vem coisa boa por aí):
Quando você está lendo a história você tem a sensação de que perdeu uma parte do filme e está acompanhando de um ponto mais adiantado da história. Você perdeu aquele blockbuster com todos os grandes atores e alto orçamento e está vendo um filme com orçamento reduzido e sem grandes atores no elenco. São muitas informações para poucas páginas. A história é uma Brainstorm com ótimas idéias e o direcionamento dado a elas por Renato Medeiros e Rodrigo Xavier definiram a história como sendo mais de Sci-Fi do que de terror. A ambientação fria e direta como o hospital, os termos científicos empregados na história e o modo como os personagens lidam com o que está acontecendo leva para este caminho. Não há muita sutileza e tudo é mostrado diretamente ao leitor acompanhado de muitas informações. Penso que as vezes é melhor uma informação bem trabalhada do que várias sem muito tempo para desenvolvimento apresentada de forma superficial. E a atmosfera de medo e tensão se perdeu nisso tudo dando prioridade às explicações. Houve um desenvolvimento muito foda no início mas a narrativa de quadrinhos segue um pouco mais cansativa e arrastada com um ou outro momento legal. Se houvesse uma interação maior entre o Renato e o Rodrigo na narrativa da história dialogando mais o roteiro com a arte o resultado seria muito melhor. Alguns trechos poderiam ser encurtados com menos quadros e textos e outros poderiam ser alongados para beneficiar a narrativa da trama. É uma decisão bem pessoal dos autores o que fica e o que sai no resultado final. Espero ser surpreendido com mais fluidez na narrativa das próximas histórias da série.
Rodrigo Xavier trabalhou muito bem as expressões faciais dos personagens e na identidade visual dos 3 principais personagens da trama (P.C. e o Estranho são os que apresentam identidades visuais mais fortes e reconhecíveis). Mas ainda precisa ser um pouco mais claro nas pessoas que não são da trama principal. Fica confuso de diferenciar as pessoas que estão no hospital pois são muito parecidas. Eu olho e me questiono: As pessoas que estão perto do homem em coma são as mesmas que estavam com ele no carro, ou são médicos? E estes dois caras que estão em pé perto da cama são irmãos gêmeos? São parentes do cara que está em coma? Se não são, parecem muito com ele. Até os caras que estão pegando fogo parecem muito com o homem que está em coma mudando uma ou outra coisa no rosto. Parece até que não tem ninguém naquele hospital e o que vemos ali são projeções corpóreas da mesma pessoa. Isto me dificultou bastante em ter algum tipo de empatia maior com a tensão que acontece no final. Faltou alguém com que eu pudesse me importar e identificar naquele hospital deserto. Já nas ambientações, ficou bem claro o que é sonho e o que é realidade na história. Gostei bastante da narrativa bem fluida apresentada no início e no final da história mas, acho que ela ficou um pouco mais dura durante o percurso com exceções em alguns momentos interessantes da trama. A arte final também ficou bem legal!

