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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Luz nas Trevas- Meio-que-em-off #6



A série Luz nas Trevas é uma grande história sombria e iluminada ao mesmo tempo. A história é composta por uma série de histórias fechadas aparentemente sem conexão entre os personagens, mas no decorrer da série irão ocorrer ligações entre histórias e personagens. A história não é focada em um personagem fixo, mas alguns personagens podem aparecer em mais de uma história, não necessariamente a história seguinte. São histórias curtas, longas, individuais ou em série apresentando variados gêneros de histórias (cotidiano,terror, noir, ficção científica... tem até comédia romântica).  Hoje irei falar do processo criativo da história Solitude da série Luz nas Trevas. A história possui roteiro de Joseniz (aka eu mesmo) e arte de Jefferson Dênis e foi publicada no dia 21 de Outubro de 2016.

Joseniz (O Autor em Crise) e Jefferson Dênis

A história apresenta Myrella mais uma integrante da banda apresentada nas histórias anteriores da série (Você só vive se escuta as batidas do seu coração, Jailhouse Rock). É uma história feita basicamente de narrativa visual e o únicos textos presentes são uma mensagem de celular de Myrella enviada por Guilherme (presente nesta história mesmo ausente fisicamente do espaço onde ela ocorre) e o título da história. Sobre a história, ao apresentar Myrella queria passar a idéia de solidão. É uma história mais sensorial do que cabeça e tudo aqui depende da narrativa visual para funcionar. O título Solitude além de passar a idéia da solidão da personagem também remete ao fato que após o fim da banda ela seguiu em frente com apresentações Solo.


Jeff apresentou o processo da arte a cada quadro realizado da história

"E aí man? saca só esta página! Que acha?"


Jefferson Dênis caprichou bastante nas páginas e eu amei a página de abertura da história. Esta página deu um trabalhão para o Dênis em sua composição mas a solução encontrada ficou um espetáculo (eu tinha que fazer um trocadilho aqui). Um dos problemas que tive no processo foi a morte do meu computador (de novo) onde não perdi muita coisa por causa do backup que fiz. Mas demorei bastante pra organizar cada uma das histórias do Luz nas Trevas. Dênis teve uma dúvida quanto ao penúltimo quadro pois ele estava em branco e ele achou que tinha que desenhar alguma coisa. Mas daí eu finalmente encontrei os arquivos das histórias do Luz nas Trevas e lembrei que o Storyboard do Dênis estava no próprio roteiro. E o quadro em questão era reservado para o texto do Guilherme no celular da Myrella.

O Storyboard da história estava desenhado pelo Jeff no próprio roteiro da história

Durante o processo, Dênis deu uma modificada na narrativa e me apresentou uma versão da história com diálogos preocupado se tinha perdido o fio da meada desta história. O legal da parceria com o Dênis é que o processo criativo conjunto. Eu curti bastante a idéia dos recordatórios, mas acabei descartando devido a competência do Dênis em contar esta história. Deixo por aqui os recordatórios que o Dênis idealizou pra história como um extra para que vocês imaginem como teria sido com eles:

Recordatório: Eu subo aqui com muito nervosismo, e você deve saber como é...ou não,você, Jaciara, Tsuki e o Vitor parecem ter nascidos prontos. No meu caso, procurei a musica pra fazer amigos, pois desde sempre fui muito tímida...nunca me adaptei a multidão...isso sempre me causou entusiasmo e panico ao mesmo tempo. Quando vi vocês naquela praça la do bairro pela primeira vez tocando um som misto de suavidade e selvageria, isso me inspirou, me incentivou a levar a música a séria, porque la no fundo algo me dizia: porque não posso fazer parte disso também? Enfim, aqui estou sem vocês. Gabi você sabe o como reuni forças para estar aqui, ainda mais nesse palco onde vários artistas regionais, nacionais e internacionais já se apresentaram. Bem, o que quero dizer é que ainda tenho medo e acho que poderia ser "diferente".

Com as páginas prontas, as artes foram escaneadas pelo meu querido amigo/artista Marcos Guerra e enviadas para mim por e-mail. Acho que a maior dificuldade que tive na edição da história foi tentar se livrar das linhas azuis que normalmente não deviam aparecer na arte escaneada da página para quadrinhos em A3. A solução que encontrei foi um pouco drástica e fiz um corte grande na arte (ao lado vocês podem ver a arte original da página 1 de forma completa e comparar com a versão final). Este foi um ano muito difícil pra mim e tive que colocar minha vida pessoal em ordem para poder me dedicar ao trabalho com quadrinhos. E é por isso que, mesmo o Dênis tendo trabalhado duro nestas páginas, só tive como publicar esta história agora. Nada disso seria possível sem o Jeff ter colocado a vida dele em ordem para depois sentar comigo e conversa de forma séria sobre os rumos que estas histórias da banda iriam seguir. Agora que as coisas estão em sintonia, acredito que vocês presenciarão novas histórias do Luz nas Trevas feitas pela gente. O show ainda não acabou! Espero que tenham curtido e até o próximo meio-que-em-off.


segunda-feira, 9 de março de 2015

Luz nas Trevas- Meio-que-em-off #5



A série Luz nas Trevas é uma grande história sombria e iluminada ao mesmo tempo. A história é composta por uma série de histórias fechadas aparentemente sem conexão entre os personagens, mas no decorrer da série irão ocorrer ligações entre histórias e personagens. A história não é focada em um personagem fixo, mas alguns personagens podem aparecer em mais de uma história, não necessariamente a história seguinte. São histórias curtas, longas, individuais ou em série apresentando variados gêneros de histórias (cotidiano,terror, noir, ficção científica... tem até comédia romântica).  Hoje irei falar do processo criativo da história Um Mundo de Luz da série Luz nas Trevas. A história possui roteiro de Joseniz (aka eu mesmo) e arte de Leander Moura e foi publicada no dia 6 de Março de 2015 neste infame blog.

Joseniz Moura e Leander Moura (não somos parentes)

Esta história foi criada como uma série de histórias e eu considero a mais impressionante de todas no sentido artístico da palavra. Nesta primeira história, vemos o pintor em um de seus momentos mais iluminados falando sobre pintura. Evidentemente o Impressionismo representado por Claude Monet e a "impressão: nascer do sol" são referências claras nesta história. A arte do Leandro foi fiel a idéia da história pois além de ter uma boa narrativa ela seguiu uma linha impressionista tornando as duas páginas uma pequena obra de arte. Não falo só da pintura, mas de como toda a sua execução bem planejada tornou esta história algo único dentro do Luz nas Trevas. Leandro quis passar bem a idéia dos dois lados da mesma moeda luz/trevas. Para realizar a arte Leander, a partir do roteiro, realizou um storyboard a lápis da história. Em seguida, iniciou a pintura da história tendo como referência o impressionismo. Com esta etapa finalizada, Leander continuou com o processo de pintura, só que desta vez digitalmente. Finalmente com a com os arquivos digitais da arte enviados por Leander cuidei do letreiramento e finalização da história.

 Esboço a lápis das páginas 1 e 2

Arte da primeira página da história

Monet, a grande referência dos autores para esta história

E aqui a pintura das duas páginas finalizada

Leander gostou do pintor e extrapolou na arte dessa história. Uma das coisas que curto neste trabalho é a metalinguagem presente na história onde usamos arte para falar de arte.  Note na segunda página que o primeiro quadro lembra uma fotografia e não as pessoas em tempo real. No segundo quadro Leander esfumou a imagem do quadro e os distanciou da cena e no último vemos o casal partindo. Leandro quis fazer algo diferente, algo nostálgico, pensar nas possibilidades de um artista em ascensão mas com a ternura da família. Isso traz uma grande proximidade e familiaridade com o personagem. Percebam também como ele usa a luz e as trevas na narrativa desta história. Até o momento esta é a história mais iluminada que passa aquela sensação de se sentir bem após a leitura. Existe mais coisa a se falar da arte do Leandro mas, deixo que os leitores deixem as suas próprias impressões. Esta é apenas uma pincelada na vida do pintor que forma um grande quadro à medida que acompanharem as histórias. Espero que tenham curtido e até o próximo meio-que-em-off.

 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Luz nas Trevas- Meio-que-em-off #4



A série Luz nas Trevas é uma grande história sombria e iluminada ao mesmo tempo. A história é composta por uma série de histórias fechadas aparentemente sem conexão entre os personagens, mas no decorrer da série irão ocorrer ligações entre histórias e personagens. A história não é focada em um personagem fixo, mas alguns personagens podem aparecer em mais de uma história, não necessariamente a história seguinte. São histórias curtas, longas, individuais ou em série apresentando variados gêneros de histórias (cotidiano,terror, noir, ficção científica... tem até comédia romântica).  Hoje irei falar do processo criativo da história Jailhouse Rock da série Luz nas Trevas. A história possui roteiro de Joseniz (aka eu mesmo) e arte de Jefferson Dênis e foi publicada no dia 13 de Fevereiro de 2015 neste infame blog.

 Joseniz (O Autor em Crise) e Jefferson Dênis

E a série de histórias da banda continua no Luz nas Trevas. Como disse antes, alguns personagens podem aparecer novamente em outras histórias e desta vez revemos Guilherme (da história anterior) conversando com Tsuki Yumiko(que na história anterior conhecemos apenas por foto). Como o título da história (que faz uma referência a uma das músicas do Elvis) indica, a história se passa na prisão, um lugar onde Tsuki (a baterista da banda) já está bastante familiarizada. Como devem ter percebido, ela tem um estilo de vida bastante diferente da Jaciara assim como sua relação com o Guilherme. Apesar de não ser uma pessoa bastante sociável, uma das características da Tsuki é sua clareza nas ações, onde ela toma decisões (mesmo quando as decisões não são tão boas assim) e assume a responsabilidade por elas sem qualquer tipo de arrependimento. E era este traço de personalidade dela que eu queria abordar nesta história tragicômica que a apresenta.

Jefferson Dênis com os storyboards da banda na FLIQ 2013


De todas as histórias que elaborei a respeito da banda, esta é a mais divertida. E o que diverte aqui é que o humor é algo mais involuntário causado pela situação em que os personagens se encontram. Tsuki não é daquelas pessoas que vai ficar soltando piadinhas pra alegrar o ambiente, ela é do tipo que deixa um ambiente alegre tenso se estiver a fim (a situação que a colocou na cadeia mostra bem isso). O processo da história não foi muito diferente da anterior, eu apresentei o roteiro da história e o Jefferson Dênis buscou referências visuais e trabalhou nos storyboards e arte-finalizou. Posteriormente cuidei da diagramação e letreiramento da história. Em uma coisa Dênis e eu concordamos: de todas as histórias da banda, esta história é a mais hilária e a personagem tão hilária quanto. Quando terminou de desenhar as páginas Dênis ria vendo os quadros. A definição de Dênis para Tsuki é que ela é uma porra louca e o barato da banda. Ela lembra várias pessoas misturadas que Dênis conhece. Ele curtiu bastante o processo de desenhar a história. É uma personagem  que ainda não foi aprofundada (assim como todos os outros) e vemos apenas algumas nuances e aspectos sutis dos personagens. Mas ao ver um pouquinho dela, ficamos querendo a conhecer um pouco melhor.

Storyboard inicial da história feito por Jefferson Dênis (notem que ele deixa as indicações de balões com as falas na arte)

Os integrantes da banda são personagens urbanos e acreditamos que outas pessoas vão se identificar com os personagens e as histórias. Como podem perceber, os personagens ainda estão vendo se voltam ou não para a banda que criaram no passado (e aos amigos que nela estiveram). O show está apenas começando e o Guilherme vai nos apresentando um a um seus amigos e companheiros de banda. Jeff e eu estamos afinando os instrumentos e preparando para dar o tom de cada personagem e seus acordes. Faltam apenas mais duas histórias para conhecermos todos os personagens e finalmente mais uma para vê-los todos reunidos (ou não) outra vez. Estamos estudando possibilidades e uma delas é realizar uma arte toda colorida inspirada nos álbuns europeus. Mais pintura tradicional do que digital. Estamos ensaiando, mas se tudo correr bem, mais pra frente vocês irão ver a banda ao vivo e a cores no habitat natural: O palco e as ruas da cidade. Espero que tenham curtido e até o próximo meio-que-em-off.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Luz nas Trevas- Meio-que-em-off #3



A série Luz nas Trevas é uma grande história sombria e iluminada ao mesmo tempo. A história é composta por uma série de histórias fechadas aparentemente sem conexão entre os personagens, mas no decorrer da série irão ocorrer ligações entre histórias e personagens. A história não é focada em um personagem fixo, mas alguns personagens podem aparecer em mais de uma história, não necessariamente a história seguinte. São histórias curtas, longas, individuais ou em série apresentando variados gêneros de histórias (cotidiano,terror, noir, ficção científica... tem até comédia romântica).  Hoje irei falar do processo criativo da história Você só vive se escuta as batidas do seu coração da série Luz nas Trevas. A história possui roteiro de Joseniz (aka eu mesmo) e arte de Jefferson Dênis e foi publicada no dia 16 de Janeiro de 2015 neste infame blog.

Joseniz (O Autor em Crise) e Jefferson Dênis em 2010

Desde 2010 que tenho conversado com o músico e desenhista Jefferson Dênis à respeito do Luz nas Trevas. Ao longo destes 5 anos pelo menos dois projetos de histórias foram trabalhados mas não seguiram adiante antes de surgir a história da banda. A história da banda foi algo que idealizei por volta de 2013 para que Jefferson Dênis desenhasse livremente de acordo com o que eu conheci de sua arte e acompanhando o seu ritmo de trabalho. Como devem saber, no Luz nas Trevas alguns personagens aparecem mais de uma vez e a história da banda foi idealizada desde o início como uma série. Neste momento, a minha intenção inicial é apresentar cada um dos integrantes desta banda e um pouco do mundo onde vivem.


Estudos de personagens da banda (Jaciara, Guilherme e Tsuki) feitos por Jefferson Dênis

Para isso elaborei uma série de 5 histórias iniciais apresentando cada um destes personagens e Você só vive se escuta as batidas de seu coração é a primeira história. A batida se refere tanto à batida musical como a o pensamento de que existem pessoas que estão vivas mas não se sentem assim (ou seja não escutam o seu coração e se sentem vivas). A primeira personagem apresentada aos leitores é a Jaciara. E como acabei de explicar, ela era uma destas pessoas que não se sentia viva e precisava se encontrar. Aqui também conhecemos Guilherme e Tsuki (por foto) e vemos um pouco da ligação forte entre os três. Aliás, todos os personagens da banda estão ligados fortemente como uma família ou amigos de infância. São pessoas com visual, personalidade e habilidade musical bem distintos que possuem como elo que os une o seu gosto por música e tudo o que vivenciaram quando formaram a banda.

 Storyboard inicial feito por Jefferson Dênis

Jefferson Dênis possui identificação total com a série de histórias da banda já que o autor também é músico (apesar de se dedicar mais ao desenho atualmente). E, a cada história, tem se esforçado muito para apresentar seu melhor em cada página. A respeito do processo de desenho, Jeff buscou muitas imagens de referência mas, no final das contas, o desenho saiu mais como uma imagem intuitiva. As referências no caso, servem mais para dar consistência ao que já foi feito com a imagem intuitiva e também para trabalhar melhor as expressões dos personagens.  Dênis visualizou os personagens como brasileiros que moram em Natal e escolheu a Praça Vermelha (conhecida como Praça André de Albuquerque localizada no centro da cidade) como cenário para primeira história da banda. Com tudo definido, Jefferson elaborou um storyboard à partir do roteiro apresentado colocando ali não apenas personagens e ambientes mas, também toda uma vivência do que é ser músico e tocar em uma banda. São estas coisas que tornam a arte do Dênis especialmente pessoal para esta história. Jeff já possui um traço próprio e é isso o que facilitou seu processo de arte-final em seu trabalho no Luz nas Trevas. Pouca coisa foi alterada na versão final da história e o Dênis curtiu muito o resultado em seu primeiro painel pela sua dinâmica. Esta HQ iria ter um trabalho com tons de cinza mas, isso foi impossibilitado devido à incompatibilidade do programa que reduziu drasticamente a qualidade da arte. Com toda a arte pronta, as artes em papel A3 foram escaneadas(obrigado pela intervenção Deus Ex-Máquina Marcos Guerra), baloneadas e letreiradas. E é isso! Outras histórias da banda devem surgir futuramente e vocês conheceram o processo da primeira história. Espero que tenham curtido e até o próximo meio-que-em-off.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Luz nas Trevas- Meio-que-em-off #2



A série Luz nas Trevas é uma grande história sombria e iluminada ao mesmo tempo. A história é composta por uma série de histórias fechadas aparentemente sem conexão entre os personagens, mas no decorrer da série irão ocorrer ligações entre histórias e personagens. A história não é focada em um personagem fixo, mas alguns personagens podem aparecer em mais de uma história, não necessariamente a história seguinte. São histórias curtas, longas, individuais ou em série apresentando variados gêneros de histórias (cotidiano,terror, noir, ficção científica... tem até comédia romântica). Hoje irei falar do processo criativo da história A Maldição do Sangue. A história possui roteiro de Joseniz (aka eu mesmo) e arte de Leander Moura e foi publicada no dia 24 de Dezembro de 2014 neste infame blog.

Joseniz Moura e Leander Moura (não somos parentes)

A história é uma releitura contemporânea de um trecho do Novo Testamento relatado em Mateus conhecido como A Maldição do Sangue. Se trata do momento em que Pilatos lava as mãos após condenar Jesus à Morte dizendo que a responsabilidade pelo sangue deste homem era da população que aceitou esta responsabilidade. Com base neste trecho fiz  seguinte exercício imaginando como eu poderia apresentar este episódio de uma forma diferente para os tempos atuais. Ao executar mantive os nomes de Jesus e Pilatos (mesmo não dizendo o nome do médico isto fica nas entrelinhas) e apresentei uma relação médico e paciente que remete ao trecho sitado apresentando várias simbologias. Leander captou bem a idéia e em pouco tempo terminou a página e a única diferença do roteiro foi o acréscimo de um quadro para apresentar o ambiente hospitalar. Leander é mestre em apresentar simbolismos nas histórias e escolheu cuidadosamente a paleta de cores e passou bem a idéia da história para o público. Um exemplo disso é na ilustração das mãos onde procurou intensificar a idéia de lavar de forma que a água remeta à sangue. Pra mim foi pura poesia ver como o Leandro com sua sensibilidade artística passou a idéia principal da história de uma página. Existem outras simbologias na história que espero que identifiquem e falem a respeito. Vou lavar as minhas mãos aqui e a responsabilidade de encontrar ou não fica com vocês. Espero que tenham curtido e até o próximo meio-que-em-off.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Luz nas Trevas- Meio-que-em-off #01



A série Luz nas Trevas é uma grande história sombria e iluminada ao mesmo tempo. A história é composta por uma série de histórias fechadas aparentemente sem conexão entre os personagens, mas no decorrer da série irão ocorrer ligações entre histórias e personagens. A história não é focada em um personagem fixo, mas alguns personagens podem aparecer em mais de uma história, não necessariamente a história seguinte. São histórias curtas, longas, individuais ou em série apresentando variados gêneros de histórias (cotidiano,terror, noir, ficção científica... tem até comédia romântica).  Hoje irei falar do processo criativo da história Sempre o Mesmo Sonho da série Luz nas Trevas. A história possui roteiro de Joseniz (aka eu mesmo) e arte de Leander Moura e foi publicada no dia 24 de Dezembro de 2013 neste infame blog.

 Joseniz Moura e Leander Moura (não somos parentes)

Para a criação da história tive como base um evento perturbador de meu passado. Um sonho partilhado que tive juntamente com a minha ex-namorada Artemiz há muito tempo atrás. O sonho foi o mesmo da história, se repetiu por mais de um mês e surgiu em um momento complicado de nossas vidas. Eu ainda me lembro da surpresa que tive quando ela descreveu o seu sonho em detalhes e reconheci como o mesmo sonho que eu tive. Sim! Como já devem ter notado, eu e Artemiz fomos as referências visuais para esta história (como não tinha fotos da Artemiz, fiz uma descrição visual dela para o Leandro).

 É... Eu sei que devia ter enviado uma melhor referência da gente para o Leandro trabalhar

Existe um terceiro personagem na história que é o ponto em comum entre os dois jovens: O Coletor de Almas também conhecido como Shinigami, o anjo das Trevas e da Luz, o ceifeiro... A personificação material da morte. Como disse anteriormente, alguns personagens aparecem mais de uma vez na série e a morte com certeza é um personagem que vocês irão encontrar em outras histórias apresentando aspectos da morte. Aqui a morte foi apresentada em um aspecto onírico. A morte pode assumir várias formas e foi um desafio visual pensar em como ela seria representada nesta história. Seria representada como um homem? uma mulher? algo andrógino como no filme A Paixão de Cristo que apresentei para o Leandro como referência? No final das contas, Leandro apresentou uma ótima solução visual da morte para a trama que casou perfeitamente com a narrativa da história.

A morte terá outras histórias contadas na série Luz nas Trevas

Storyboard de Leander Moura para a história
Para elaboração da arte, Leandro seguiu várias etapas: Inicialmente apresentei um pequeno esboço da página para ele como base. Após receber o esboço, Leandro trabalhou nele seguindo boa parte do que tinha recomendado. Mas, o resultado final do esboço não seguiu fielmente o que eu tinha apresentado pois, o Leandro fez alterações sutis que fizeram toda a diferença na história. Achei estranho no início mas depois de conversar e olhar a arte com calma vi que fazia todo o sentido as alterações do Leandro que deram uma identidade maior para a história (e uma melhoria significativa na narrativa). Eu tinha pensado inicialmente com os dois personagens tendo a mesma reação diante do que acontece na história. O que o Leandro apresentou na narrativa são duas reações diferentes dos personagens em que um sente pavor e o outro sente êxtase. A frase da Cristal (esposa do Leandro) definiu bem o motivo das alterações e deu um ponto final a tudo "Homens e mulheres tem reações diferentes diante de uma situação". Isso sem falar que a arte do Leandro trabalhou toda a simbologia contida no Luz nas Trevas trabalhando o masculino/feminino com as reações opostas dos personagens e na representação gráfica da morte que está ali presente mas não é o centro das atenções na história. Leandro apresentou a morte de uma forma tão sutil que podemos apenas olhar e dizer "tem algo errado".

 "Homens e mulheres tem reações diferentes diante de uma situação" (Cristal Moura)

Outra alteração bacana no storyboard foi a solução encontrada para mostrar o bebê. Tanto eu como o Leandro achávamos mostrar o bebê morto algo forte e gratuito demais então concordamos que seria mais interessante não mostrar nada usando apenas um quadro escuro sem nada a ser preenchido pela imaginação do leitor. Já o Leandro enquanto trabalhava teve um estalo e disse "é isso!" e fez a representação através de dois objetos danificados representando o menino/menina. é uma ótima forma de mostrar sem mostrar apresentando algo forte e doce ao mesmo tempo. A representação do bebê com um dos lados apresentando seu rosto belo e do outro a caveira também foi uma boa solução pois remete à simbologia dos brinquedos, ponto de vista dos personagens, simbologia do passado/futuro e não mostrou o bebê morto.

Leander realizando a etapa de pintura da história Sempre o Mesmo Sonho

Com o storyboard definido, Leander seguiu direto com a pintura e teve todo o cuidado de selecionar bem as cores para que elas também fossem simbólicas. Após pintar Leander escaneou as artes e cuidou da arte digitalmente tratando as cores, profundidade, aplicando texturas e outras coisinhas... A arte finalizada foi enviada para mim apresentando muito mais impacto visual dando mais poder às cores e influência na narrativa. Com a arte do Leandro finalizada segui com o letreiramento da história buscando uma fonte que se adequasse e fosse legível. Só um detalhe: As letras nos quadrinhos não servem só como texto você tem que ver elas como imagens e o posicionamento das letras podem matar ou salvar uma narrativa. Quando o Leander me apresentou a arte completa, tive que quebrar a cabeça para encontrar uma solução para o letreiramento, pois o texto também deve servir a narrativa. Se modificar a arte para favorecer a narrativa vai ser demasiadamente desgastante é óbvio que a solução está em modificar o texto para servir a arte. Os dois devem se complementar como um só na história. Como sempre digo, a partir do momento que entrego um roteiro para alguém desenhar ele não é mais um trabalho meu e sim algo nosso feito em parceria em favor da história. Este meio-que-em-off apresenta bem o que é isso. Não seria a mesma história se o Leandro não tivesse sensibilidade artística para alterar o que achasse necessário para enriquecer a narrativa. Espero que tenham curtido e até o próximo meio-que-em-off.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Quadradinhos Ink- Luz nas Trevas: Meio-que-em-off


Este é o meu sexto artigo publicado no Quadradinhos Ink. Nele eu faço a divulgação da webcomic Luz nas Trevas: Meio-que-em-off publicada pela editora independente República dos Quadrinhos pelo projeto Agosto pra Tudo. Se querem conhecer melhor o meu trabalho, esta é a oportunidade!

Link direto para postagem: http://quadradinhosbd.blogspot.com/2011/09/luz-nas-trevas-meio-que-em-off.html.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Agosto pra Tudo- Luz nas Trevas: Meio-que-em-off


Já está disponível para download a trigésima sexta webcomic do projeto Agosto pra Tudo: Luz nas Trevas: Meio-que-em-off deste infame Autor em Crise que vos escreve. A webcomic Luz nas Trevas: Meio-que-em-off conta a história das histórias revelando os bastidores do Autor em Crise que criou um mundo de Luz e Trevas. O Livro 1: Begins narra meus trabalhos iniciais. Nesta primeira parte do livro vocês são (re) apresentados à série de tiras Carpe Diem e a História em Quadrinhos No Meio do Caminho tinha um Shopping... E com esta publicação eu encerro minha participação no projeto Agosto pra Tudo iniciada com a publicação da versão digital da revista Luz nas Trevas: Autor em Crise seguida da revista Josenix que foi feita em parceria com autores portugueses. Você pode fazer download da revista neste endereço eletrônico: https://drive.google.com/file/d/1uuDdQUo4r0Bx--ryiJ3gpb5dxEL6fPK2/view?usp=sharing ou ler online nesta postagem:

 

 

 
E a revista irá continuar em 2012, aguardem!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Luz nas Trevas: Meio-que-em-off - Preview


Apresento por aqui o preview do terceiro e último título com o selo Luz nas Trevas que lançarei no projeto Agosto pra Tudo da República dos Quadrinhos chamado (suspense) Luz nas Trevas: Meio-que-em-off (o título é autoexplicativo). 3 revistas com o selo Luz nas Trevas em Agosto na República dos Quadrinhos... Quem disse que Agosto é o mês do desgosto? Agosto pra Tudo!

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