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domingo, 14 de junho de 2026

Luz nas Trevas #82- Superfantástico (Parte 2) Quarteto Fantástico

  


Para que não conhece, o Luz nas Trevas tem um programa no Vocêtubo.A idéia do programa é de uma Revista em Quadrinhos com uma nova temática a cada edição sobre meu selo de quadrinhos, arte e cultura POP. Nesta edição, a segunda parte do episódio duplo Superfantástico, onde falo de minhas impressões do mais recente filme do Quarteto Fantástico:

 

 

 

  Episódio duplo! Legal né? Vez ou outra vou fazer outro episódio assim. Este episódio faz parte da primeira série de vídeos ao estilo Netflix (com todas publicações de uma vez) encerrando a 7° temporada do programa Luz nas Trevas. Para acompanhar este e os próximos programas diretamente no Youtube, visitem este endereço eletrônico: https://www.youtube.com/@LuznasTrevas666.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Fantastic Four- Rise of Silver Surfer



Lembram-se da dinâmica de jogo do Quarteto Fantástico para Playstation 2? Podem esquecer! Porque este jogo não tem nada a ver com o primeiro! Ele tá mais pra jogo de labirinto com um pouco de RPG (algo como Gauntlet... Hummm taí um bom jogo pra falar depois) que o Briga de Rua do primeiro jogo.


A trama tem como base(de forma bem rasteira) o segundo filme do Quarteto lançado em 2007. Na verdade, a trama tem uma liberdade criativa bem grande como se fosse uma trama paralela ao filme sobre uma invasão Skrull. Acho que tem mais citações sobre o casamento de Sue e Reed no jogo do que ao Surfista Prateado ou o Galactus.

 O jogo tem alguns cinematics, mas nada muito empolgante

Um diferencial em relação ao jogo anterior é que você controla o quarteto ao mesmo tempo desde o início alternando entre Sr. Fantástico, Mulher Invisível, Tocha Humana e Coisa de acordo com suas necessidades. O quarteto tem a sua barrinha de HP e de Energia como todo jogo de RPG e mesmo você morrendo com um personagem, ele volta depois de um tempinho. O jogo só dá game over se você morrer com os quatro personagens ao mesmo tempo. Cada personagem tem seus poderes próprios e ao longo do jogo você vai ganhando experiência para aumentar a força dos poderes especiais. De acordo com o labirinto você vai usando o poder específico de cada personagem para destravar os caminhos. Fora isso, é que nem os joguinhos de RPG onde você deve ganhar experiência para derrotar os inimigos com maior facilidade e seguir para saída do labirinto.

 Destrave o labirinto, derrote inimigos e ganhe experiência (repita isso trocentas vezes e temos basicamente este jogo)

Esta é a fase mais legal do jogo

Como disse, o jogo é basicamente um daqueles jogos de RPG com labirinto bem ao estilo Gauntlet. Para completar tudo no jogo, é preciso encontrar os 4 Tokens e cumprir as missões. Você basicamente tem que descobrir os mecanismos de como liberar caminhos no labirinto, cumprir missões e liberar tokens do que toda aquela complexidade de coisas a fazer do primeiro jogo. O foco está mais em resolver problemas do labirinto e ganhar experiência para derrotar a galera de Skrulls do que qualquer outra coisa. E isso torna o jogo bem repetitivo... Destravar labirinto, derrotar inimigos, ganhar experiência, destravar labirinto, derrotar inimigos, ganhar experiência, destravar labirinto, derrotar inimigos, ganhar experiência...

 
 Terrax está entre os inimigos do jogo (tudo a ver com o filme)

Uma dica que deixo é que zerem logo esta bodega no normal para depois zerar no Hard mode, ir na Skrull Arena e liberar as coisas mais rápido. O jogo fica bem cansativo no Hard Mode devido a tanta repetição e nenhuma novidade depois de ter zerado nos outros modos. Completando tudo, você consegue liberar as roupas do Quarteto Fantástico dos anos 90, dos anos 2000 e a versão Ultimate. Também consegue liberar duas galerias de capas e artes conceituais do jogo.

Dr. Destino está puto com o casamento da Sue e ativou a autodestruição da base. Sobreviva e zere o jogo!

zerando no modo médio você destrava o modo hard e a Skrull arena (que é um Skrullvival mode)

Sobreviva ao Skrullvival mode e você não terá mais nada pra fazer no jogo

Se você esperava poder jogar com o Surfista Prateado neste jogo... Esqueça! O jogo tem o Surfista Prateado só no título e vai por um caminho totalmente diferente do filme (e do jogo anterior que era muito mais legal). Levei muitas horas pra completar tudo no jogo e não ter mais nada o que fazer nele. E é bem cansativo e tedioso fazer a mesma coisa repetidas vezes sem algo realmente interessante que motive a ir adiante (até nos extras, o do jogo anterior tinha coisas mais legais). Zerei mais pra fazer o mal mesmo! Excelsior!

Fantastic Four- Rise of Silver Surfer
Ano: 2007
Plataforma: Playstation 2
Produtora: 7 Studios
Distribuidora: 2K Games


sábado, 18 de março de 2017

The Silver Surfer



Apresento por aqui neste infame blog o clássico fanfilm dos anos 90 com o Surfista Prateado:

The Silver Surfer

terça-feira, 26 de julho de 2016

Fantastic Four

 

E aqui estou eu falando de mais um jogo para Playstation 2 que zerei este ano: Quarteto Fantástico!



A trama do jogo tem como base o filme de 2005 do Quarteto Fantástico com alguns elementos presentes nos quadrinhos (boa parte do universo ultimate). Nela, o Quarteto enfrenta o Dr. Destino no topo de um telhado com a maioria do Quarteto caída no chão. Sue é a única em pé que resiste aos ataques do Dr. Destino com seu campo de força e fica pedindo ajuda ao Ben Grim (aka coisa). Enquanto isso, dentro de uma máquina Ben se lembra do que aconteceu até chegar a este momento. Daí vocês já devem conhecer: viagem pro espaço, raios cósmicos, poderes e o surgimento do Quarteto Fantástico e do Dr. Destino além de muitas aventuras. No total são 10 fases: Intro , Brooklyn, Underground, Tikai, Museum, Times Square, Vault, SHIELD, Space e Doom. Cada fase tem três níveis de dificuldade e suas subdivisões, onde você tem que coletar os ícones secretos do Quarteto e completar submissões dentro das missões. O legal é que, enquanto em algumas fases você relembra coisas do filme, em outras você tem outras experiências legais como ver a Alicia Masters se encontrando com o Coisa, enfrentar vilões clássicos como o Toupeira, ou mesmo cumprir missões para o Nick Fury Ultimate (dá aquela sensação legal de que o Quarteto está no filme dos Vingadores).

Sim! Eu completei tudo em todas as fases do jogo!

Esta fase é uma referência direta à primeira aparição do Quarteto Fantástico nos Quadrinhos

O jogo é no estilo Briga de Rua com aventura, e nele você alterna entre os personagens do Quarteto: Coisa, Reed Richards, Sue Storm e Tocha Humana. Cada vez que você vai dando porrada nos inimigos com suas habilidades especiais, você coleta pontos para destravar novos golpes e extras bem legais como capas de revista, biografias e entrevistas. A jogabilidade do jogo é boa com comandos fáceis de executar (só os combos eu demorei um pouco para aprender). Outra coisa legal do jogo é que são os atores do filme que fazem a dublagem do jogo mantendo a atmosfera sonora do filme. Falando em sonoridade, ela é boa com você escutando cada um dos golpes especiais e a música tema do filme também está presente. No finalzinho das última fase, a trama da história volta ao início com o coisa aparecendo e interferindo no desfecho da luta. Daí "Tá na hora do pau!" e o Quarteto Fantástico enfrenta o Dr. Destino em sua luta final.

Tá na hora do pau!

Curtam o final do jogo

como achei poucas imagens do que queria no jogo, boa parte é registro da câmera do meu celular 
(como esta cena de proteger a velhinha dos extras)


Após zerar o jogo ainda tem coisas a se fazer. Como destravar as fases secretas Latvéria I, Latvéria II e Hell. Além de completar tudo no jogo para ter todas as habilidades de luta do Quarteto, extras (o mais legal são as entrevistas com os atores e o Stan Lee) e tudo destravado para a Arena Fight onde você pode sobreviver a várias ondas de inimigos e proteger uma velhinha. Como já disse antes, adoro jogos no estilo Briga de Rua e se ele combina isso com um jogo de aventura melhor ainda. Por mais que você tenha que bater nos inimigos, existem missões a serem cumpridas no jogo para seguir adiante (e quem passou pela fase Space sabe do que estou falando). Quarteto foi um jogo divertido de zerar. Em breve devo jogar a sequência do jogo ,baseada na sequência do filme de 2005, e falar por aqui.

Fantastic Four
Ano: 2005
Plataforma: Playstation 2
Produtora: Activision
Distribuidora: Marvel Entertaiment/20th Century Fox


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Quarteto Fantástico



Nesta semana tive a oportunidade de assistir ao novo filme do Quarteto Fantástico nos cinemas. Eu tinha minhas dúvidas se assistia o filme ou não pelo que vi nos trailers (que não me empolgaram muito, mas pareciam interessantes pela pegada sci-fi). Mesmo antes de assistir, o filme foi detonado ao extremo online com uma campanha da zona negativa que começou antes mesmo de o filme começar. Até nos quadrinhos da Marvel, que não publica nada decente do Quarteto há um bom tempo para boicotar a fox, o quarteto foi detonado (literalmente). Aliás a Guerra Secreta que a Marvel tem realizado contra a Fox cortando tudo que tenha a ver com Quarteto ou X-Men só prejudica os fãs que querem ler boas histórias de seus personagens favoritos.

 Matar o Wolverine... 

... e tirar a paternidade de Magneto sobre os gêmeos nas HQs são estratégias da Marvel/Disney contra a Fox

 Note que os personagens estão em um edifício, são atores (com aparência idêntica aos do novo filme) falando sobre filmagens (os nomes citados remetem ao diretor e ao ator do Tocha Humana deste remake) e vejam só se tinham dúvidas, tem um 4 na camisa de um deles

 


Trecho da edição #12 do Justiceiro... Coincidência? Premonição de que o filme é uma bomba?

 Conseguem achar o Quarteto ou os X-Men neste poster promocional da Marvel?

Que tal uma camisa com uma capa clássica sem o Quarteto ou os X-Men?

Não bastasse isso, a própria Fox não ajudou muito. As notícias sobre o filme não eram animadoras (seja sobre a história ou os bastidores), a campanha de divulgação foi realizada aos 42 do segundo tempo, o 3D foi cancelado e a cabine de imprensa foi feita nos acréscimos bem perto da estréia do filme nos Estados Unidos. Diante das críticas negativas, o próprio diretor do filme, Josh Trank, xingou muito no Twitter dizendo que esta versão do filme não foi a fantástica versão que ele idealizou depois disso deletou o Twitt mas aí já era. Em suas palavras: "Um ano atrás, eu tinha uma fantástica versão deste filme. E isso teria recebido ótimas críticas. Vocês provavelmente nunca o verão. Esta é a realidade".

Que coisa legal!

 Já o estúdio ao se defender, informou que Trank não tinha pulso firme e tinha comportamento explosivo, chegando a quebrar uma das locações e de quase chegar a sair no braço com o ator Miles Teller, que faz o papel de Reed Richards (que ele escolheu e lutou contra o estúdio para que estivesse no filme). Em contrapartida, o estúdio impôs a escalação da Kate Mara no elenco, o que teria desagradado o diretor. As repercussões negativas com a escalação de um Tocha Humana negro e um Dr. Destino Hacker que xinga muito no twitter aliados ao comportamento de Trank fizeram que o estúdio ficasse desconfiado do resultado do filme. Daí vieram as interferências do estúdio através do produtor e roteirista Simon Kinberg na busca de salvar o filme de seu Destino (sacaram o chiste jocoso?). Apesar de tudo, a Fox continua com planos de seguir adiante com o Quarteto.

 Um filme de Super-Heróis

Um filme de Ficção Científica

Depois desta contextualização, chegou a hora de falar do filme em si. Os filmes anteriores da Fox cumpriram o seu papel de fazer um filme divertido para toda família ao apresentar o Quarteto bem próximo da versão clássica da Marvel. Já este filme, veio com o objetivo de  explorar a Ficção Científica presente nas histórias do Quarteto, com ênfase a versão Ultimate do Mark Millar, reapresentando os heróis ao público. Apresentar o filme como Ficção Científica é um caminho diferente do que tem ocorrido na Marvel e na DC e funcionou muito bem nos filmes dos X-Men. No filme a abordagem Sci-Fi funciona bem no início e me lembra bastante o filme do mesmo diretor chamado Poder sem Limites com poucos recursos e uma boa idéia sendo executada.

Apresentar o filme como de Ficção Científica foi uma boa idéia

A história começa mostrando o início da amizade entre Reed Richads (Miles Teller) e Ben Grimm (Jamie Bell aka Billy Eliot) e de como juntos eles criaram uma máquina de teletransporte. Anos depois, a máquina chama a atenção do cientista Franklim Storm (Reg E. Cathey), que convida Reed para trabalhar em seu prédio junto com sua inteligente filha Sue Storm (Kate Mara) e seu filho rebelde Jonnhy Storm (Michael B. Jordan). Também está no projeto, um jovem da Latvéria que possui uma inteligência que rivaliza com a de Reed e que sente uma atração por Sue Storm chamado Victor. E assim o filme começa bem com os personagens bem caracterizados e com uma boa interação entre eles de maneira bem conduzida. Todos os quatro fantásticos atuam muito bem juntos. Todas as relações dos quadrinhos estão lá no filme: a rivalidade entre o Sr. Fantástico e o Dr. Destino, o cuidado da Sue com o irmão rebelde e, o que ficou mais bem construído, foi a amizade entre Reed Richards e Ben Grimm. Originalmente era pra Sue e Jonnhy serem negros neste filme, mas como o estúdio impôs a Kate Mara ao diretor a Kate foi apresentada como a adotada da família. Muita gente mimimizou quanto a isso, mas a mudança de etnia não fez nenhuma diferença na execução deste filme. A Sue Nórdica e o Jonnhy Negro funcionaram perfeitamente como irmãos bem diferentes entre si que amam a sua família. A Sue tem muito mais personalidade e atitude que a dos filmes anteriores não servindo apenas de enfeite. O modo como foi apresentado o Dr. Destino no filme como o geniozinho arrogante e convencido não me incomodou também. Realmente eu achei uma boa abordagem a usada para apresentar os personagens com diálogos deixam muita coisa nas entrelinhas sem precisar explicar tudo mastigadinho sobre eles.

Apesar de muita gente reclamar do Tocha Humana, o elenco também foi um dos acertos do filme

Mesmo demorando muito tempo do filme na construção da máquina o filme é interessante e prende a atenção. Depois que o exército faz sua intervenção, e os jovens decidem entrar na máquina para outra dimensão bêbados a gente sabe que isso não vai acabar bem (eu diria que é uma boa metáfora sobre a realização deste filme com os executivos no lugar do exército). Cara eu gostei muito desta idéia de apresentar o Quarteto como gênios aventureiros (bêbados) explorando o desconhecido. Curti bastante também o modo como o surgimento dos poderes são mostrados como algo perturbador além de incômodo e não como algo legal.

Se beber não viaje para outra dimensão

O modo como o surgimento dos poderes são mostrados é assustador!

Tá na hora do pau! O filme fica muito ruim da metade pro final! Ele deixou de ser um filme de Ficção Científica e passou a ser um filme de Super-Heróis genérico de 4° categoria. Toda a boa construção dos personagens realizada no início do filme vai pro inferno e eles não tem a mesma interação, nem evoluem, mesmo com a passagem de tempo que ocorre no filme. Até o momento que eles ganham os poderes tudo estava bem desenvolvido e até o Dr. Destino tava bem caracterizado e com um bom motivo para odiar o Reed Richards por tê-lo deixado naquela dimensão para morrer. O modo exagerado e caricatural de como é apresentado os militares que assumem o controle do Quarteto incomoda muito. A fácil aceitação deste mesmo controle militar pelo grupo também incomoda. Mas o que incomoda mais é quando ocorre a segunda viagem interdimensional e trazem o Dr. Destino de volta. Ele tem um momento legal quando mata os militares, mas o personagem podia ser melhor aproveitado (com um visual melhor). Destino tem todo o potencial pra ser um vilão fuderoso e ameaçador, mas nada disso é concretizado neste filme. E ele acaba se tornando um vilão bem nhé!


É Fantástico!!!


O final do filme é medonho! A luta contra o Dr. Destino não tem nada de mais e é desnecessária. É algo forçado e as motivações de Destino não convencem. Destino funcionaria melhor como gancho com o indicativo de que ainda está vivo do que um vilão físico neste filme. Se o quarteto ficasse só enfrentando os militares dando mais tempo para aprofundar a relação entre os personagens seria bem melhor. Como isso não ocorreu, o filme terminou corrido e com uma apressada solução Ex Máquina. A edição do filme ficou confusa com erros de continuidade. Os efeitos que começaram bem feitos e pontuais, passaram a ficar toscos e evidentes. O roteiro caiu muito em qualidade sem falar na direção que o filme tomou. Fico me perguntando como seria o filme sem tantas intervenções executivas da Fox, que fez praticamente a mesma coisa com o filme do Wolverine (um filme bem pior do que este).  Dos quatro filmes realizados, este é o com mais acertos (o que não é grandes coisas, quanto mais fantástico!). Resta torcer para que o Quarteto Fantástico tenha um Destino melhor seja nos cinemas ou nos quadrinhos.


Quarteto Fantástico
Ano: 2015
Diretor: Josh Trank

 
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